{"id":213,"date":"2014-04-08T23:44:22","date_gmt":"2014-04-08T23:44:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hcstecnologia.com.br\/wps\/?p=213"},"modified":"2014-04-08T23:44:22","modified_gmt":"2014-04-08T23:44:22","slug":"teoria-das-janelas-partidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hcstecnologia.com.br\/wps\/?p=213","title":{"rendered":"Teoria das Janelas Partidas"},"content":{"rendered":"<p>Recebi este interessante texto hoje do meu professor de Gest\u00e3o do Conhecimento &#8211; Osny\u00a0\u00a0Taborda Ribas Junior e repasso para voces.<a href=\"https:\/\/www.uaberta.unisul.br\/eadv3\/listaMural.processa?ead=1.3389373700428467E121396999825722&amp;pagina=1&amp;submenu=mural&amp;turmaId=33596&amp;disciplinaId=4009&amp;pessoaId=182219#\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/imgres?imgurl=http%3A%2F%2F1.bp.blogspot.com%2F-uyypFhNQ-9Y%2FT8E3EvrooxI%2FAAAAAAAAAx0%2FuwsZMXko3hw%2Fs400%2Fteoria%252Bdas%252Bjanelas-quebradas.jpg&amp;imgrefurl=http%3A%2F%2Fpaulorobertovidapublica.blogspot.com%2Fp%2Fvideos-curiosos.html&amp;h=264&amp;w=172&amp;tbnid=qKoHmI36BY4mRM%3A&amp;zoom=1&amp;docid=GiDuPHeQJrOkPM&amp;ei=l4hEU4P3PIyw0QHvgoHAAw&amp;tbm=isch&amp;ved=0CI0BEIQcMBM&amp;iact=rc&amp;dur=456&amp;page=2&amp;start=16&amp;ndsp=21\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn3.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcTzQh3q3B-ptJ5XYdCxb8C6kjW7YB3NMV3a2Aahut_JU7mnT8hE\" width=\"137\" height=\"211\" \/><\/a><\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experi\u00eancia de psicologia social. Deixou duas viaturas id\u00eanticas, da mesma marca modelo e at\u00e9 cor, abandonadas na via p\u00fablica. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Calif\u00f3rnia. Duas viaturas id\u00eanticas abandonadas, dois bairros com popula\u00e7\u00f5es muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.<\/p>\n<p>Resultou que a viatura abandonada em Bronx come\u00e7ou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o r\u00e1dio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveit\u00e1vel e aquilo que n\u00e3o puderam levar, destru\u00edram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.<\/p>\n<p>Mas a experi\u00eancia em quest\u00e3o n\u00e3o terminou a\u00ed. Quando a viatura abandonada em Bronx j\u00e1 estava desfeita e a de Palo Alto estava h\u00e1 uma semana impec\u00e1vel, os pesquisadores partiram um vidro do autom\u00f3vel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a viol\u00eancia e o vandalismo reduziram o ve\u00edculo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, \u00e9 capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, n\u00e3o \u00e9 devido \u00e0 pobreza, \u00e9 algo que tem que ver com a psicologia humana e com as rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deteriora\u00e7\u00e3o, de desinteresse, de despreocupa\u00e7\u00e3o. Faz quebrar os c\u00f3digos de conviv\u00eancia, como de aus\u00eancia de lei, de normas, de regras. Induz ao \u201cvale-tudo\u201d. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa id\u00e9ia, at\u00e9 que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrol\u00e1vel, desembocando numa viol\u00eancia irracional.<\/p>\n<p>Baseados nessa experi\u00eancia, foi desenvolvida a \u2018Teoria das Janelas Partidas\u2019, que conclui que o delito \u00e9 maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato s\u00e3o maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edif\u00edcio e ningu\u00e9m o repara, muito rapidamente estar\u00e3o partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deteriora\u00e7\u00e3o e isto parece n\u00e3o importar a ningu\u00e9m, ent\u00e3o ali se gerar\u00e1 o delito.<\/p>\n<p>Se se cometem \u2018pequenas faltas\u2019 (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas n\u00e3o s\u00e3o sancionadas, ent\u00e3o come\u00e7am as faltas maiores e delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crian\u00e7as, o padr\u00e3o de desenvolvimento ser\u00e1 de maior viol\u00eancia quando estas pessoas forem adultas.<\/p>\n<p>Se os parques e outros espa\u00e7os p\u00fablicos deteriorados s\u00e3o progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espa\u00e7os s\u00e3o progressivamente ocupados pelos delinquentes.<\/p>\n<p>A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da d\u00e9cada de 80 no metr\u00f4 de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Come\u00e7ou-se por combater as pequenas transgress\u00f5es: lixo jogado no ch\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es, alcoolismo entre o p\u00fablico, evas\u00f5es ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Come\u00e7ando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metr\u00f4 um lugar seguro.<\/p>\n<p>Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experi\u00eancia do metr\u00f4, impulsionou uma pol\u00edtica de \u2018Toler\u00e2ncia Zero\u2019. A estrat\u00e9gia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, n\u00e3o permitindo transgress\u00f5es \u00e0 Lei e \u00e0s normas de conviv\u00eancia urbana. O resultado pr\u00e1tico foi uma enorme redu\u00e7\u00e3o de todos os \u00edndices criminais da cidade de Nova York.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u2018Toler\u00e2ncia Zero\u2019 soa a uma esp\u00e9cie de solu\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria e repressiva, mas o seu conceito principal \u00e9 muito mais a preven\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es sociais de seguran\u00e7a. N\u00e3o se trata de linchar o delinquente, pois aos dos abusos de autoridade da pol\u00edcia deve-se tamb\u00e9m aplicar-se a toler\u00e2ncia zero.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 toler\u00e2ncia zero em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa que comete o delito, mas toler\u00e2ncia zero em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos c\u00f3digos b\u00e1sicos da conviv\u00eancia social humana.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida di\u00e1ria, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.<\/p>\n<p>A toler\u00e2ncia zero colocou Nova York na lista das cidades seguras. Esta teoria pode tamb\u00e9m explicar o que acontece aqui no Brasil com corrup\u00e7\u00e3o, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.<\/p>\n<p>Reflita sobre isso!&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recebi este interessante texto hoje do meu professor de Gest\u00e3o do Conhecimento &#8211; Osny\u00a0\u00a0Taborda Ribas Junior e repasso para voces. &#8220;H\u00e1 alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experi\u00eancia de psicologia social. Deixou duas viaturas id\u00eanticas, da mesma marca modelo e at\u00e9 cor, abandonadas na via p\u00fablica. 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